Prematuridade: o amor que chega mais cedo

O nascimento de um bebê é um momento carregado de emoções, sonhos, planos, idealizações e de AMOR! E quando este amor chega mais cedo? Ele foge dos planos e gera um turbilhão de emoções, não é mesmo? É um amor intenso, um amor que transborda! Mas ao mesmo tempo, traz um sentimento de medo, medo do que está por vir, do que é desconhecido, desse “mundo novo” chamado UTI Neonatal, com suas incubadoras e monitores. Pode impactar à primeira vista, mas depois de um tempinho, se entende a necessidade desse “mundo”, desse lugar de cuidado. Muitas mudanças acontecem com a chegada desse Ser tão especial. E diante de mudanças, são necessárias adaptações e, toda adaptação tem o seu tempo (da mãe e do bebê).

Pensando em todas essas questões, o Serviço Social e Psicologia do HSC promoveram uma roda de conversa, que aconteceu dia 16 de novembro no Hospital, com a participação de todos os pais dos bebês internados, equipe de enfermagem e uma convidada muito especial, a Vivian Leoni, mamãe de Maria Luiza que nasceu, em 2014, com 720gr e 29 semanas de gestação. Ela, com muita generosidade, compartilhou com o grupo as momentos vivenciados durante o período de internação de sua pequena. “Foi uma experiência assustadora, mas acabamos aprendendo a valorizar mais os progressos do que os momentos ruins”, disse. Os participantes puderam ainda trocar a vivência do dia a dia entre si. Já os profissionais, relataram como é cuidar de prematuros e enfatizaram a importância da oferta de suporte emocional aos pais.

Para a psicóloga, Monique Mioralli, é importante que os pais se permitam viver a cada dia, nos quais podem haver dias tristes e dias alegres, porém, “se permitam sentir as emoções deste momento presente. Vibrando a cada conquista, a cada superação e a cada batalha vencida por esse(a) pequeno(a) grande guerreiro(a)!”