Um dia após o outro: quando a vida requer coragem

Por Mariane Mirandola, jornalista. Paciente do HSC.

Receber um diagnóstico negativo e entender que o futuro é incerto não é fácil. Dos primeiros sintomas ao tratamento o mundo parece ser pesado demais para se carregar nas costas. A voz de quem transmite a notícia some sem mesmo a frase ter sido completada. As pernas bambeiam, o coração dispara, as lágrimas ameaçam vir, mas o nó que se faz na garganta por carregar o peso do mundo que está parado, segura qualquer explosão inicial. A voz pode até sair embargada e a única vontade ali é que o despertador toque e que tudo não tenha passado de um grande pesadelo.  O corpo se faz enrijecido, estático e as mãos se mostram tão geladas como nunca. “Caramba, e agora?” – os pensamentos começam a vir e aquele mundo que está pesando em cima das costas, começa a girar de forma diferente, com uma avalanche de novas informações.

Esperar o Sol nascer não é fácil, mas vale a pena.  Independente da crença, a fé se faz presente e o dia depois do outro se torna a esperança de notícias e sentimentos melhores.  Quem comprova essa sensação é Rosana de Souza Dias Fava e a pequena Manuela; Luiz Octavio Favaron de Castro; Geraldo Tonon – o Gege e também a pequena Laura Orbetelli de Oliveira junto com seus pais, Andreza e Henrique. Eles provavelmente não se conhecem, mas tem muito em comum: garra, fé, esperança e vontade de seguir vivendo estão nesta lista.

Cada qual com sua história, com sua dor, com a sua fé e hoje cada história com a sua conquista. Tudo passa – é o que todos dizem ao tentar um conforto. Mas como e quando? – é realmente o que quem está vivenciando a dor quer saber. A resposta nunca vem, mas a angústia que permanece dentro e fora do Hospital se transforma.

Vivenciar mudanças na solitária batalha da fé versus doença pede um olhar de fora diferenciado. A sombra do medo também assusta quem acompanha, mas a esperança se faz ainda mais presente e mostra, um dia após o outro, que vale a pena acreditar e foi assim: acreditando, seguindo e confiando que cada história traz a sua realização.   

Tal realização também é encontrada na vida de Maria, que depois de vivenciar tantos milagres e incentivar tantas pessoas, aposentou. “Não imaginava que era tão querida”, conta.

Estar em uma situação vulnerável requer coragem, acompanhar alguém e estar do outro lado do leito também. Trabalhar requer coragem, descansar também e do primeiro suspiro à aposentadoria entendemos que a vida requer coragem, principalmente quando é preciso conhecer os milagres que ela se propõe a realizar.

Rosana é força e motivação na UCO

A técnica em enfermagem, Rosana de Souza Dias Fava, de 32 anos, tem uma história de vida diferenciada, desde bebê. Ela é uma guerreira. Muito positiva e resiliente. É uma história de fé e esperança para quem está passando por uma situação difícil. Rosana é uma jovem lutando com uma condição gravíssima de saúde. Sua história vai ser contada pela sua irmã, a analista financeiro, Ana Paula de Souza Dias Bastos.

Rosana tem uma grave doença genética no coração e está há mais de dois meses internada na UTI da UCO (Unidade Coronariana). “Quando ela nasceu, já havia passado a hora do parto e ela ficou dias internada na UTI Neonatal. Semanas depois do nascimento, teve pneumonia. Ela ficou tão grave que autorizaram o batismo dela no Hospital. Durante sua infância, operou a hérnia diversas vezes”, relatou Ana Paula.

Aos 20 anos (2009), a técnica em enfermagem, teve um mal-estar e foi socorrida. Em razão de dores abdominais foi preciso fazer colonoscopia. O exame acabou prejudicando-a mais ainda. Ela foi internada e precisou drenar as fezes que estavam no estomago. Foi necessária uma cirurgia e ela acabou pegando uma grave infecção. Sua saúde ficou bem debilidade (ela estava pele e osso) e a cicatrização levou meses para acontecer.

Em 2013, antes de se casar, fez exames de rotina cardiológico porque seu marido precisava fazer em razão de um pedido da empresa. O combinado entre eles é que ele só faria se ela fizesse também. “Até então, não fazíamos ideia dos problemas cardiológicos dela!”, disse Ana Paula. “Acreditamos que isso foi um agir de Deus.”

Exames e a primeira cirurgia cardíaca

Rosana, ao realizar exames de rotina em razão de um combinado com seu então noivo, Rafael Fava, descobriu que estava com a aorta no nível máximo de dilatação. Uma cirurgia de urgência foi feita com a equipe do Dr. Clèdicyon Eloy da Costa no Hospital Samaritano. Foi então a primeira vez que ela ‘abriu o peito’. Foi preciso trocar a válvula do coração. 

“Seis meses depois e antes do casamento, ela teve que abrir o peito novamente. Estava com endocardite”, disse Ana Paula. Rosana se recuperou e se casou com Rafael.

Em razão da sua doença cardíaca, eles imaginavam que não seria possível uma gravidez. Mas foi! Em 2015, nasceu Manuela Dias Fava em um parto de emergência e prematura e ambas precisaram ir para a UTI.

A partir disso, a grande guerreira precisou realizar uma cirurgia cardíaca por ano com a equipe do HSC.  “Ela tem vários aneurismas pelo corpo. Ano passado, teve uma dissecção de aorta fez uma cirurgia de emergência foi bem grave também. Aí a situação dela se agravou muito”, informou a irmã.

De acordo com Ana Paula, a equipe que a acompanha há anos e não via mais solução. Nessa última internação em 03 de outubro, “os médicos já não viam luz no fim do túnel até tentaram algo no exterior, mas, não deu tempo. Ela piorou. Essa cirurgia, de tudo que ela já passou, foi a pior em todos os sentidos. Ela tinha muito mal-estar, estava sem qualidade de vida não podia fazer esforço algum até para coisas mínimas. A equipe médica nos chamou e falou: despeçam-se dela”.

O poder da fé e o apoio incondicional

Ana Paula é madrinha e quem cuida da filha de Rosana junto com as avós. “Está sendo muito difícil apoiar minha irmã e fazer algo sem a menor garantia, mas, nunca desacreditamos do poder de Deus na vida dela”.  A cirurgia a qual Rosana passou e não havia garantias, durou mais de 10 horas e foi feita com uma técnica de resfriamento do corpo. Mais de 130 bolsas de sangue foram usadas.

Infelizmente, três dias depois ela teve que abrir o peito novamente porque estava cheio de coágulos. Teve trombose nas pernas. “Ver ela entubada, saber de toda a gravidade e ouvir o tempo todo se despeçam e mais do que isso, olhar pra filha dela e dizer vai ficar tudo bem, com certeza não é fácil”, falou emocionada Ana Paula. Rosana continua hospitalizada lutando para sair da intubação e respirar sozinha.

O apoio incondicional da família é o que tem ajudado Rosana. A madrinha cuida da Manu com o apoio das avós. Seu pai, João Batista Dias, passa o dia com Rosana na UTI e seu marido, Rafael, dorme com ela todos os dias. Rafael é muito presente. Eles são uma engrenagem. Se entendem muito bem. “Ela é a calmaria dele”.

“Eu tenho uma filha de um ano e a Manu gosta de ficar perto dela. Chama ela de irmã. É como se fosse minha filha. Eu e minha irmã somos muito apegadas e eu não deixaria a Manu em outras mãos, jamais”, enfatizou Ana Paula.  

Para ela, a motivação da irmã é a Manu. “O sonho dela é encaminhar a filha dela na vida. E isso ela fala sempre para os médicos. Ela quer cuidar da filha dela. Se não fosse a Manu, ela teria desistido há muito tempo. Manu é tudo na vida dela”.

“Pedimos por um milagre e acreditamos nele. Deus e Nossa Senhora estão com ela. E temos uma enorme gratidão pela equipe do Dr. Guilherme e do Dr. Eloy. São os anjos na vida da Rosana e cuidam dela com muito amor. Tanto os médicos e enfermeiros e demais equipes de apoio lutam e investem tudo pela vida dela”, finalizou.

Atendimento humanizado é diferencial

Para quem está há tanto tempo internado e longe da família, o contato com pessoas queridas é fundamental e auxilia na recuperação do paciente. Diante da gravidade do caso da Rosana, o HSC prezando pelo atendimento humanizado organizou um encontro entre Rosana e sua família antes da cirurgia. Ela esteve com seus familiares mais próximos e com a sua filha momentos antes de ir para o Centro Cirúrgico.

Com a cirurgia realizada e ela tendo sua saúde reestabelecida, dentro do possível, Rosana pediu para que passasse mais tempo com a família. A possibilidade foi então discutida entre equipe médica e de enfermagem e mais uma vez, pensando na humanização do atendimento e entendo que a iniciativa auxilia na recuperação e no processo de enfrentamento e hospitalização, foi permitido que seu pai ficasse durante o dia com ela. No período da noite, é seu marido quem dorme com ela na UTI todos os dias. 

“Acompanhar a Rosana e sua família nesse processo de hospitalização está sendo um desafio. Enquanto Psicóloga da equipe cardíaca tento proporcionar um acompanhamento no qual possamos oferecer um espaço de escuta e acolhimento, buscando trabalhar os recursos de enfrentamento, assim como possíveis necessidades que o paciente e sua família possam vir a apresentar”, explicou Isadora Ganzarolli Carlos.

É fato que o ambiente hospitalar e principalmente as UTIs são espaços que podem fragilizar emocionalmente os pacientes. “Poder oferecer um espaço de escuta e simbolização se faz necessário. Nosso trabalho com a Rosana e sua família é tentar tornar esse enfrentamento mais ´suportável´ ajudando-os em suas necessidades emocionais”, completou a psicóloga.

Paciente de 30 anos vence a Covid-19 e participa do parto da filha

Desde que soube que seria papai, o analista de sistemas Luiz Octavio Favaron de Castro, 30 anos, imaginou estar presente em todos os momentos da vida de sua filha. Durante a gestação de sua esposa, Fabiana Regina Longo de Castro, ele pensava em tudo o que ia fazer com a primogênita, Maria Luiza. Só não imaginava que meses antes dela nascer, seria contaminado pela Covid-19.

Luiz Octavio ficou 47 dias internado no HSC sendo 40 deles na UTI Respiratória (31 dias entubado). Ele recebeu alta após vencer a Covid-19 e logo em seguida, teve uma alegria a mais: o nascimento de sua filha Malu.  Malu nasceu no dia 03/02/2021. Luiz Octavio ficou internado entre os dias 14/11/2020 e 30/12/2020.

Para Luiz Octavio, a alta hospitalar após vencer a Covid-19 foi muito especial. Ele foi recebido pelos familiares na casa de seus pais com flores, balões, música e uma faixa de motivação. Foi na casa dos seus pais que ele dia a dia se empenhou em se recuperar para estar ao lado de sua esposa na reta final da gravidez e durante o parto.

“Fiquei muito debilitado, mas me propus a vencer esse desafio. Me empenhei diariamente em minha recuperação e com a ajuda da minha família pude acompanhar esse momento tão importante na minha vida que foi ver a Malu nascer”, contou.

Ainda com dores no corpo, Luiz esteve ao lado de Fabiana no trabalho de parto. “A minha prioridade naquele momento era estar com elas, a adrenalina foi tanta que a única coisa que pensava era na felicidade em poder estar ali”.  “Se não fosse Deus e os profissionais de saúde que cuidaram de mim, eu não teria conhecido a minha filha”, completou.

Hoje, o analista de sistemas relembra emocionado de alguns momentos durante sua internação e do nascimento da Malu. “De tudo isso o que passei tirei a lição de que devemos fazer tudo o que temos vontade. Não sabemos o dia de amanhã. Podemos não estar aqui.”

“Ele ficou junto comigo todo momento me dando força, horas e horas ali. Ele se emocionou bastante na hora do parto. É um presente ter tido ele comigo quando a Malu nasceu”, disse Fabiana.

Esposa relata momentos de fé e perseverança

“Me recordo até hoje quando ele foi para o Hospital. Já sabíamos que ele havia sido contaminado. Ele vestia calça jeans e camiseta preta. Eu disse para ele ´Vai com Deus, amor`. Jamais imaginei que ele pudesse ficar. Pensei que ele passaria por consulta e sairia com uma receita médica na mão. E em razão do resultado positivo do exame dele e porque eu estava grávida de sete meses, acabamos não nos despedindo com um beijo”, contou Fabiana que é técnica em análises clínicas.

A internação aconteceu no dia 14/11/20. Durante dois dias, o casal se falou por mensagens. As visitas estavam suspensas em razão da pandemia. No dia 16/11/20, Luiz Octavio foi para a UTI, era véspera do aniversário da Fabiana. “Recebi uma mensagem de áudio dele dizendo que estava indo para a UTI e que lá não é permitido o uso de celular. Ele me parabenizou e no final disse para eu cuidar bem da Malu. A mensagem dele foi um choque para mim”, recordou.

Em razão da gestação e por conta da gravidade do caso, a família e o Hospital entenderam que seria melhor que o Boletim Médico fosse passado diariamente para uma prima do Luiz, Silvia Helena Frediani Favaron, ou, para o irmão dele, André Luiz Favaron de Castro. E assim foi feito até ele ter alta da UTI. Foram mais de 40 dias.

“Durante um dos Boletins Médicos passado pela prima dele para mim, o recado do médico foi que precisávamos confiar em Deus. A partir daquele momento senti muita angústia e medo, mas teve algo muito maior do que tudo isso. A fé! Orei muito. Fechava os olhos e imaginava a cura dele. Pedia para que Nossa Senhora cuidasse das pessoas que estavam cuidando dele”, contou emocionada. Além dela, uma corrente do bem foi feita para orações. Familiares e amigos de diversas religiões se juntaram em oração. Todos em busca da cura de Luiz.

“Diariamente, eu rezava ajoelhada e agradecia por todas as informações positivas que recebia em meio daquele caos. Minha fé é enorme assim como a minha gratidão”.

Gege comemora 76 anos durante internação em razão da Covid-19

Geraldo Tonon – carinhosamente chamado de Gege – de 76 anos, foi um dos idosos que venceu a forma grave da Covid-19 no HSC. Ele ficou entubado por 14 dias e surpreendeu a todos com a sua vontade de viver. Ao dar entrada no Hospital, 70% do seu pulmão já estava tomado pelo vírus e ele foi direto para a UTI.  Ao todo, foram quase três meses de internação. Sua alta aconteceu no dia 27 de março de 2021. No dia 18 de março, ele completou 76 anos no HSC. E, foi nesse dia também que ele tirou a traqueostomia. Para celebrar a vida, a família e os profissionais cantaram parabéns no quarto dele.

Gege teve uma parada cardíaca de dois minutos enquanto estava na UTI Respiratória. “Nem nesse momento eu deixei de ter fé. Entreguei nas mãos de Deus e pedi que Ele fizesse o que fosse melhor para o meu amor”, contou Rosa Maria da Silva, esposa de Geraldo. Eles estão juntos há 13 anos. Ela tem três filhos e três netos e ele, duas filhas e três netos.

“De tudo o que passamos nesse período e diante da gravidade do caso, temos um sentimento de gratidão enorme por todos os profissionais que cuidaram dele no Hospital. Foram momentos muito difíceis e que com muita fé em Deus e com a dedicação, determinação, amor, carinho e presença das equipes médicas, de enfermagem e da assistência, ele saiu vivo. Tenho ele aqui comigo sem sequelas e muito ativo”, falou Rosa e destacou que o atendimento recebido no Hospital foi fundamental. “Ele é um guerreiro!”, completou.

“Fui muito bem atendido no Hospital. Os profissionais são muito carinhosos e dedicados. Depois que sai da UTI, pude ver o mundo novamente. Todas as equipes foram maravilhosas comigo. Talvez, eu nem merecesse tanta atenção”, disse emocionado. Gege já esteve internado em razão de outras doenças e relembrou também o atendimento recebido anteriormente. “Rezo e peço a Deus e à Nossa Senhora Aparecida para que protejam esses profissionais da Covid-19. Não foi fácil o que passei. Lutamos muito pela minha vida! Torço para que nada disso aconteça com eles para que eles possam cuidar de quem precisa”, concluiu. Agora, o plano do casal é viver cada dia intensamente aproveitando todos os momentos e conhecendo novos lugares.

‘Fui muito feliz fazendo parte da família Samaritano´, disse Maria da Higiene

Maria Pereira de Andrade, a Maria da Higiene, se despediu do HSC no dia 16 de novembro e contou o que mudou em sua vida ao longo de sua jornada de quase 32 anos de trabalho no Hospital.

Ela é Pedagoga e vai dedicar seu tempo ao cuidado do netinho que nasceu recentemente. Foi no Hospital que ela vivenciou lindas histórias ao lado de sua equipe que hoje é composta por 57 pessoas. “Fui muito feliz fazendo parte da família Samaritano”, falou.

Maria é considerada pelos colaboradores como uma das pessoas mais incentivadoras e influentes do HSC. “Há 20 anos, trabalhei com uma pessoa chamada Carlos Trindade e foi ele quem um dia me disse que eu era nova e que precisava evoluir e foi exatamente o que eu fiz. A partir desse momento, voltei a fazer o ensino médio, cursei técnico em Hotelaria e anos depois, me formei em Pedagogia. É por essa razão que adoro incentivar as pessoas a estudarem. O incentivo sempre foi a minha meta de trabalho enquanto gestora do departamento”, contou.

E como missão dada é missão cumprida. Muitos dos colaboradores que passaram por sua equipe estudaram e hoje, estão em cargos diferentes e em diferentes departamentos do Hospital. Há também aqueles que estão trabalhando em outras empresas.

Ao iniciar sua carreira no HSC, Maria era da equipe de limpeza, foi camareira e promovida a líder e depois gestora da Higiene. Esse foi o único departamento ao qual ela fez parte. “Jamais pensei que ficaria tanto tempo e após conviver com o Carlos Trindade e perceber que ele acreditava e viu em mim o perfil de gestora, me senti confiante e retomei os estudos. Cresci na empresa por indicação dele”, falou. Mas, não foi só por isso. Seus esforços contribuíram para seu crescimento profissional e pessoal.  

DESPEDIDA

Muito dedicada, Maria recebeu uma festa de despedida que contou com a participação de vários colegas. “Não imaginava que era tão querida e fiquei muito feliz com todas as mensagens e gestos de carinho”.

“Nós, do departamento de Higiene, gostaríamos de homenagear a Maria Pereira. Foram quase 32 anos fazendo parte dessa Instituição em que teve um crescimento profissional. Foi muito bom poder trabalharmos com ela e termos feito parte dessa jornada. Desejamos que ela colha os frutos e com descanso merecido a partir de agora”, trouxe a mensagem enviada por Maria Alice Pereira José em nome da equipe.

“Nós, do departamento de Higiene, gostaríamos de homenagear a Maria Pereira. Foram quase 32 anos fazendo parte dessa Instituição em que teve um crescimento profissional. Foi muito bom poder trabalharmos com ela e termos feito parte dessa jornada. Desejamos que ela colha os frutos e com descanso merecido a partir de agora”, trouxe a mensagem enviada por Maria Alice Pereira José em nome da equipe.

Famílias trocam experiências no mês da prematuridade

O Novembro Roxo – mês de dedicado à conscientização sobre a prematuridade – foi marcado pela troca de experiências entre os profissionais do Hospital Samaritano Campinas e as famílias que viveram ou que estão vivendo a prematuridade de seus filhos. O encontro comemorou também o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro. Uma exposição de fotos dos bebês da UTI Neonatal também fez parte das ações.

As famílias tiveram a oportunidade de conhecer a história da Laura Orbetelli de Oliveira, hoje com 1 ano e 10 meses. Ela nasceu prematura extrema com 29 semanas de gestação e pesando 1.160 kg no dia 26 de janeiro de 2020. Ficou internada na UTI Neonatal e na UTI Pediátrica durante 9 meses. “Os médicos nos falaram que ela tinha um quadro incompatível com a vida”, contou o pai, Henrique Melo de Oliveira.

Andreza Orbetelli de Oliveira, mãe da Laura, disse que a criança teve necrose total do intestino, passou por cuidados paliativos durante 37 dias. Ao longo dos 9 meses, foram 11 infecções, 4 cirurgias e 7 intubações. Além de anemia profunda, desidratação e desnutrição extrema. Teve muitos altos e baixos em decorrência de uma série de situações. “E, sem explicação, durante um dos inúmeros exames aos quais Laura foi submetida, ela tinha um intestino novo com 80 centímetros, não apresentava mais a cardiopatia e tem uma saúde perfeita e sem sequelas”.

“O período da internação da Laura foi muito difícil. Sempre confiando em Deus acreditamos que Ele enviou anjos através dos funcionários do Hospital. Uma equipe muito boa, competente, amorosa e que nos ajudou a confiar e conseguimos passar por tudo isso”, disse Andreza. Ela ressaltou que “todas as equipes e profissionais não cuidam só da criança internada, mas, da família dela também”. “Tenho uma gratidão eterna a cada um deles. E torço para que eles continuem com esse trabalho de excelência e dedicação”.

“O atendimento que recebemos durante o período de internação foi muito bom. Os profissionais foram, em sua maioria, carinhosos, atenciosos e sensíveis a situação que passamos. É uma equipe que merece todo tipo de reconhecimento. Nos deram todo apoio e orientações”, destacou Henrique. E, em meio a uma pandemia, o Hospital – diante da gravidade do caso – permitiu que sua irmã Vitória pudesse conhecer e visitar Laura. A família é de Paulínia.

Após mais de 30 anos, Sandrinha do SAME se despede do HSC

O dia 31 de outubro de 2021 foi marcado pela despedida da Sandra Helena Esteves Morais de Jesus, a Sandrinha do SAME. Sim, após quase 34 anos trabalhando no HSC, ela deixou a unidade. Mas, foi por um bom motivo: ficar mais próxima da família e aproveitar seus netos, o Pedro de 9 anos e a Manuela de 3 anos.

“A despedida é sempre difícil. Foi uma decisão muito pensada. A pandemia me ensinou a valorizar a família e as coisas simples. Não sabemos o dia de amanhã. Temos que aproveitar o hoje”, contou.

Sandra começou a trabalhar no Hospital aos 22 anos, no dia 09/11/1987. E embora não tenha sido o seu primeiro emprego, foi ali que ela fez carreira e passou boa parte da sua vida. “Comento que, no Hospital, me formei na escola da vida. Fiz a Faculdade Samaritano. Cada dia estudava uma coisa nova e foi o meu maior aprendizado”, disse. 

Ela começou trabalhando no Raio-X, permaneceu por 20 anos, passou pela Revisão de Contas até chegar ao SAME onde se tornou a coordenadora do setor que é responsável pela revisão de prontuários, atendimento às solicitações de pacientes sobre prontuários e arquivo deles.

Paixão

Sua paixão pelo ambiente hospitalar é antiga. Sandra contou que sempre teve vontade em trabalhar em hospital e quando “recebi um convite para fazer parte da equipe aceitei na hora e fiquei até hoje”. “Trabalhar no Samaritano para mim foi uma grande vitória. Uma missão. Sempre adorei o universo hospitalar e fiz tudo com muito amor, carinho e dedicação”.

Em mais de três décadas no Hospital, Sandra mencionou que o comprometimento foi essencial e, para quem vai iniciar carreira na Unidade, ela disse que é preciso “sermos responsáveis e sermos comprometidos pelo que fazemos e, principalmente, termos amor pelo nosso trabalho. Além disso, para quem já atua na empresa é importante ter empatia com quem está chegando e com os pacientes. Sempre se colocar no lugar da outra pessoa. Precisamos dar muito carinho e atenção”.

Moradora de Valinhos, Sandrinha é casada, mãe de dois filhos gêmeos e avó de um menino e uma menina. E o que ela mais gosta de fazer? Ficar com a família!

Equipe faz festa surpresa

Sua equipe preparou uma festa surpresa de despedida. Ela aconteceu no dia 27 de agosto e foi repleta de muito carinho. “Eu adorei. Recebi mensagens e para mim, foi muito importante. Uma grande prova de amor”, disse emocionada.

“Gostaria de agradecer ao Hospital Samaritano (colaboradores e diretores). O Hospital foi o meu segundo lar e pelo tempo que estive, sempre recebi muita consideração da direção. E o carinho que tive da Dona Marcia e do Dr. Ricardo me fez sentir como membro da família. Nada vai mudar esse sentimento que tenho por todos eles. Carregarei para sempre comigo”, finalizou. 

Depoimentos

Sandrinha é uma pessoa muito querida e vai deixar saudades. Confira alguns depoimentos dos seus colegas de trabalho.

“Eu e Sandra trabalhamos juntas no SAME por muitos anos. Foi um aprendizado que nós duas vivenciamos todos os dias. No decorrer desses anos, aconteceu uma grande amizade de muito respeito e companheirismo. Eu só tenho que agradecer o convívio e o privilégio de tê-la como coordenadora e amiga por todos estes anos. Juntas, passamos momentos únicos de sacrifício, de luta, de conquistas e de verdadeira amizade. Momentos esses que nunca esqueceremos.” – Marivalda Alves de Carvalho / SAME

“Sandrinha, seu carisma, paciência e humildade moveram os bons resultados da nossa equipe. Uma grande referência de liderança. Hoje, você leva consigo parte de mim, mas, eu fico também com parte de você para sempre guardada no meu coração. Minha eterna gratidão a você.” – Valeska Ditscheiner / SAME

“Uma das qualidades mais importante e essencial de um líder é o espírito do trabalho em equipe. E a Sandra tem isso. Ao longo de todo esse tempo coordenando o setor e com toda a sua simplicidade, ela estabeleceu uma relação de amizade com a sua equipe. É uma profissional que nunca deixa ninguém sem resposta. Que Deus a abençoe nessa nova etapa e obrigado por compartilhar esses anos conosco.” – Dr. Sérgio Pinotti / Diretor Técnico

“Foram quase 35 anos nesse Hospital. Passando por diferentes diretorias e administrações. Sandra desenvolveu uma visão geral trazendo soluções e segurança na resolução da demanda não só do seu setor. Minha convivência com ela nos últimos quatro anos trouxe a certeza de que todos os dias podemos ter a paixão no olhar que temos no nosso primeiro dia de trabalho numa nova empresa.” – Valquiria Guedes / Gestora Administrativa

“Pelo caminho vamos acumulando experiências, encontros, vitórias, derrotas e amizades. Assim foi com a Sandra. Essa pessoa maravilhosa que tive o privilégio de conviver. Vai Sandra! Segue seu caminho, um novo ciclo se inicia em sua vida. Guarde para sempre esse tempo que você viveu aqui.” – Dr. Ciro Lucena / Diretor Clínico

HSC apoia Campanha Setembro Amarelo

Setembro Amarelo é a campanha que marca o mês dedicado à prevenção ao suicídio. No Brasil, ela é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), da Associação Brasileira de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina.

O Hospital Samaritano de Campinas apoia esta campanha pela valorização da vida. Reforçando que sempre é possível recomeçar. O Recursos Humanos está de portas abertas para ouvi-lo, assim como a Medicina do Trabalho e a nossa equipe de Assistentes Sociais. Na semana da Campanha, o HSC vai promover uma palestra que será divulgada, em breve, pelo RH.

Além das ferramentas de apoio e suporte do Hospital, existe o CVV que atende voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. O atendimento é feito por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias, através do telefone 188 ou pelo endereço cvv.org.br.

Colaboradores terão treinamento sobre atendimento ao cliente

Entre outubro e novembro, está programado para acontecer o treinamento “Atender Bem Faz Bem”. A organização é do Recursos Humanos e da Gerência Administrativa do Hospital e a ideia é reforçar a importância do atendimento de excelência e dar ferramentas para que ele se torne um diferencial.

O treinamento está sendo planejado com toda a atenção que os colaboradores merecem. Vai ser realizado em um hotel e contará com a presença do palestrante Euclides Germiniani Neto da Amplie.se. Será um dia inteiro de aprendizado sobre o tema. Os colaboradores serão divididos em grupos e cada grupo participará em uma data.