David, do Laboratório, participa de missão de paz no Haiti

Entre os meses de fevereiro e julho de 2004, o biomédico e coordenador do Laboratório do HSC, David Bernardo Antolino (34 anos) esteve no Haiti, em missão de paz. David integrou o Batalhão Brasileiro de Força de Paz como soldado do Exército Brasileiro. Na época, ele era técnico de enfermagem e tinha 19 anos.

David durante a missão de paz

Em 2003, o biomédico foi convocado para o Exército e permaneceu até dezembro de 2004. Durante a missão de paz, ele atuou na área da saúde oferecendo assistência (vacinas e realização de partos, por exemplo) aos moradores. “Quando estamos em missão, recebemos diversos tipos de treinamentos porque numa intercorrência com um médico, o restante da equipe pode dar o suporte”, disse David.

A vivência diária em um país que apresentava uma realidade bem diferente da brasileira contribuiu de maneira significativa em sua vida. “Passei por momentos de muita pressão psicológica e emocional e sentia muita falta da família. Perdi alguns amigos por conta da depressão e outros voltaram para o Brasil precisando de tratamento psicológico”, relembrou.

Muita pobreza, falta de saneamento, tristeza e sofrimento. Era essa a rotina do biomédico no Haiti. “Sofríamos muita pressão no dia a dia e através dessa vivência, trouxe de volta um grande aprendizado. Passei a valorizar mais a minha vida, família e amigos. Foi sofrido, mas uma experiência muito gratificante”, destacou David que atua no HSC desde 2014.

HSC quer incentivar as práticas dos protocolos de segurança do paciente

Para contribuir com a melhoria da qualidade dos serviços e difundir a ideia de cultura de segurança do paciente nos profissionais de saúde e ambiente de assistência, foi criado o ” Núcleo de Segurança do Paciente”.

De acordo com a enfermeira da Educação Permanente, Cleide  Sanches, o Núcleo de Segurança do Paciente, tem como objetivo a promoção e a articulação dos processos de trabalho em saúde para as informações que possivelmente possam impactar nos riscos ao paciente. Além de envolver as diferentes áreas assistências e de apoio, considerando o paciente como sujeito e objetivo final do cuidado em saúde. “O paciente tem que estar seguro, independente do processo de cuidado ao qual ele está sendo submetido”, falou.

A enfermeira explicou ainda que uma das formas de promover e apoiar a implantação de iniciativas voltadas à segurança do paciente é a implantação dos protocolos internacionais de segurança do paciente como: Identificação correta do paciente; Comunicação efetiva; Cirurgia segura; Higiene das mãos para evitar infecções; Segurança na prescrição e administração de medicamentos; Prevenção de quedas e lesão de pele.

Nesta edição do Informativo do HSC, será abordada informações sobre identificação correta do paciente.

IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PACIENTE

É imprescindível que todos os pacientes estejam com pulseira contendo seu nome completo, data de nascimento, número de atendimento hospitalar e nome do médico responsável pelo paciente.

“Adotar práticas e protocolos voltados para a segurança do paciente é a primeira etapa do processo para segurança e, a identificação do mesmo é o primeiro tópico a ser trabalhado em uma Instituição de saúde”, completou Cleide.

 Na identificação do paciente, é assegurado que a ele seja destinado determinado tipo de procedimento ou tratamento, prevenindo- o de ocorrência de falhas e enganos assistências. No HSC, essa identificação é feita por meio de pulseiras na cor branca, a qual o Serviço de Atendimento ao Cliente, ou seja, a recepção de Internação tem papel fundamental no preparo das pulseiras e na colocação delas nos pacientes, preferencialmente no punho esquerdo (salvo internações no membro superior esquerdo). A pulseira colorida na cor rosa pink é utilizada para alerta aos profissionais de saude, quando pacientes informarem qualquer tipo de alergia.

“Vale lembrar que a pulseira branca e pink (se necessária), devem permanecer com o paciente durante todo o tempo em que ele estiver hospitalizado. Se a pulseira estiver danificada, ilegível ou retirada por necessidades do paciente, a equipe de saúde deve solicitar novas pulseiras à Recepção”, lembrou a enfermeira. A conferência da pulseira e do paciente dever ser realizada antes de qualquer atendimento ou procedimento.

“Pacientes identificados, além de assegurar o paciente, também assegura os profissionais de saúde e a Instituição”, destacou a enfermeira. Quando pacientes estiverem sem as pulseiras, as notificações devem ser realizadas e encaminhadas ao “Núcleo de Segurança do Paciente”.

Marineide da UTI Neonatal se dedica há 30 anos ao HSC

A técnica de enfermagem Marineide Lino da Silva Ramos está completando 30 anos de trabalho no HSC. Dedicada a profissão a qual escolheu, sua jornada começou em 1989 quando ela ingressou no Hospital como auxiliar de enfermagem. De lá pra cá, Marineide cursou técnico de enfermagem e se graduou em recursos humanos. Casou, teve dois filhos e tem dois netos.

Marineide cuida dos pequenos pacientes

Ela contou que sua carreira no HSC começou na pediatria. “Logo depois fui atender os adultos”. Atualmente, ela está trabalhando na UTI Neonatal cuidando dos pequeninos. Para ela, estar há três décadas do Hospital representa “uma vida”. “É boa parte da minha história. Foi nesse trabalho que formei a minha família. E ao longo desses anos, o Hospital mudou muito”, falou.

A técnica de enfermagem completou que tem muita coisa pra contar, mas, destacou que ao longo desses anos, ela prefere lembrar com carinho das “graças recebidas e dos pacientes que se recuperaram e foram embora agradecidos”. Sobre o futuro, Marineide disse que quer trabalhar mais alguns anos no HSC. “Também quero usufruir da minha aposentadoria com o meu esposo. Quero estar mais junto à minha filha e aos meus netos. Perdi meu filho há um ano e quero aproveitar muito o tempo que posso ter com a minha família. Não sabemos o que pode acontecer amanhã”.

TEMPO DE CASA

Em agosto, cinco colaboradores estão fazendo entre cinco e trinta anos de trabalho no HSC. A todos eles, nosso carinho e abraço pelo empenho e dedicação.

ColaboradorCargoT. de Casa
Rosiane M. Gomes Tec. de Enfermagem 5 anos
Renata da S. Sacco Aux. de Limpeza 5 anos
Wagner M. do Sacramento Tec. de Enfermagem 5 anos
Marcela P. B. Lourenco Enfermeira15 anos
Marineide L. da S. Ramos Tec. de Enfermagem 30 anos

Grupo Voz & Violão leva esperança aos pacientes do HSC

Grupo Voz & Violão

No dia 29 de junho, uma equipe do Grupo Voz & Violão, de Campinas, esteve no HSC. Levando louvores com mensagens de fé, amor e esperança, o grupo – composto por voluntários de várias igrejas evangélicas– pode compartilhar com os pacientes e colaboradores do HSC momentos de alegria e paz.

De acordo com Fabio Pimenta, um dos coordenadores do projeto que existe há quase duas décadas, só no HSC esse trabalho é realizado desde 2011. A cada dois meses, uma equipe composta por cerca de 25 voluntários comparece no Hospital. “Sempre que vamos cantar somos muito bem recebidos por todos e tem sido muito especial. Esperamos que essa parceria ainda permaneça por muitos anos”, falou.

O Grupo Voz & Violão iniciou suas atividades em 2000. Ele surgiu da ideia de formar, a princípio, um grupo de pessoas que gostassem de cantar. “Deus falou de forma muito clara ao nosso coração. “Comece com pouco mas comece hoje”. E, foi assim que começamos com 4 pessoas e um rádio gravador. Não demorou para nos depararmos com os primeiros obstáculos, pois os hospitais não dispunham de tomadas nos corredores. Foi aí que começamos a cantar repertório a capela e posteriormente, Deus nos enviou o recurso do violão. Por isso o nome Voz&Violão”, contou Pimenta.

Atualmente, há nove equipes com cerca de 25 pessoas cada que circulam pelos hospitais levando o canto e mensagens positivas que contribuem para a recuperação dos pacientes, além de confortar os acompanhantes e alegrar o dia dos colaboradores.

“Através do projeto, podemos ver alegria, esperança, sinalizações de que o louvor, a oração, o abraço são respostas às suplicas dos que precisam estar no ambiente hospitalar, sejam os pacientes, acompanhantes e até mesmo os funcionários”, completou.

HSC apoia campanha de arrecadação de dentes de leite para pesquisas na USP

O HSC está apoiando a campanha “O Endereço da Fada do Dente” da Faculdade de Odontologia da USP ajudando na divulgação da ação que quer aumentar as doações de dentes de leite do banco de órgãos da Faculdade.

A ideia é mostrar que, ao invés de deixar o dente de leite embaixo do travesseiro para a fada, jogar em cima do telhado ou até ir para o lixo, pais e filhos podem ajudar a ciência, doando o material à Universidade. Os dentes de leite são utilizados em pesquisas científicas que ajudam milhares de pessoas.

“O Endereço da Fada do Dente” tem o objetivo também de criar a cultura de doação de órgãos desde cedo nas crianças além de estimular um novo comportamento em relação aos dentes de leite.

Para fazer a doação, basta acessar o site www.enderecodafadadodente.com.br, preencher um formulário com nome, endereço, CEP, cidade e Estado. Os doadores receberão em casa uma carta, já selada, pronta para a doação dos dentes, além de assinarem um termo de autorização obrigatório. Sem nenhum custo. No site, há ainda um livro de história que pode ser baixado, além de selos e papéis de parede com a campanha da fada do dente.

HSC oferece curso sobre ressuscitação cardiopulmonar

Em agosto, tem início as aulas teóricas do curso “Ressuscitação Cardiopulmonar com Simulação Realista”, ministradas por professores do Instituto de Saúde Integrada (ISI). O treinamento é uma parceria entre o HSC e o ISI que está sendo viabilizada pelo Serviço de Educação Permanente. As inscrições dos profissionais de enfermagem foram realizadas entre os dias 06 e 14 de junho no Serviço de Educação Permanente. De acordo com a enfermeira do Serviço de Educação Permanente, Cleide Aparecida Moreira Sanches, foi disponibilizado um login e senha para que o aluno possa estudar à distância para as aulas que serão realizadas até o dia 26 de julho no Auditório do Hospital.  As aulas práticas acontecem nos dias 07 e 08 de agosto também no HSC.

Enfermagem participa de palestra sobre transfusão

A biomédica e gerente do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Campinas, Fabiana Alciprete, ministrou palestras para os profissionais da Enfermagem. Com o tema Atualização em Terapia Transfusional, os encontros que aconteceram nos dias 26 e 27 de junho abordaram a triagem dos clientes doadores de sangue, a coleta de amostra de sangue e os exames realizados para análise do sangue.

A biomédica também explicou como são os processos de centrifugação para obter os hemocomponentes e os respectivos tempos de armazenamento. Além de informar sobre a forma completa de realizar a prescrição médica para a terapia transfusional.

Os documentos de Bundle – de dupla checagem no ato do recebimento de bolsa de hemocomponente – e acompanhamento dos sinais vitais, conforme a padronização dos tempos de aferição, foram também citados por Fabiana durante as palestras.

Ela também explanou sobre as reações adversas imediatas e tardias, imunes e não imunes, que são possíveis riscos relacionados ao processo de terapia transfusional, os sinais e sintomas característicos de cada tipo de reação e o que deve ser feito pelos profissionais de saúde imediatamente que identificar reação adversa.

APÓS 10 MESES NA UTI PED, BEBÊ TEM ALTA E FESTA DE DESPEDIDA

O médico da UTI Pediátrica, Dr. Fábio, preparou uma festa de despedida para o garotinho Theo Matias Gomes Mendes e seus pais, Almir Mendes Ferreira e Marinalva Gomes de Oliveira. Após dez meses e meio de tratamento na UTI Pediátrica, além de duas cirurgias, Theo que completou um aninho dia 15 de maio, recebeu alta no dia 03 de abril.

Morador de Hortolândia, Theo foi encaminhado ao HSC oito dias após seu nascimento. O bebê nasceu com quatro má formação cardíaca. Com 32 dias de vida, passou pela sua primeira cirurgia. Ela durou 13 horas. Por conta do seu estado grave, ele desenvolveu outras enfermidades e ficou muito desnutrido, chegando a pesar, aos seis meses, 2.800 kg. Ele precisou voltar ao Centro Cirúrgico para um procedimento no pulmão e ao longo do tempo em que esteve internado, teve várias paradas cardíacas “chegando a fazer com que a equipe da UTI Ped não acreditasse em sua recuperação”. Foi o que contou Almir, pai do Theo.

Durante a internação, Marinalva praticamente residiu na UTI Ped e dessa forma, um grande vínculo com a equipe foi criado. “Passamos por momentos muito difíceis, mas sempre acreditamos em Deus e na capacidade e comprometimento dos profissionais que cuidaram do Theo. Dr. Fernando foi uma das pessoas que nunca desistiu do nosso menino. Dr. Flavio, até hoje nos procura para saber como ele está. Recebemos um imenso carinho deles e das equipes de enfermagem e fisioterapia. Víamos que cuidavam do Theo como se fossem membros da família deles e eles passaram a ser integrantes da nossa”, disse.

“Idealizamos um Theo saudável e agora que estamos em casa, sinto que acabei de ter um bebê. Minha rotina é toda dedicada a ele, que tem muito colo e carinho nosso. Tem sido um grande aprendizado”, completou. Para Almir, a situação a qual passaram fortaleceu ainda mais os laços familiar e muita oração, choro e pensamentos positivos passaram a fazer parte da rotina do casal. O bebê encontrou forças para melhorar, lutar pela vida e foi para casa saudável. O casal agradece imensamente os colaboradores do HSC pela acolhida, cuidados, amor e dedicação com Theo.

Equipe UTI Ped com Theo em sua festa de despedida

SND: A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO CLÍNICA

Equipe SND

A equipe do SND não mede esforços no preparo das mais de 1.200 refeições diárias aos pacientes e colaboradores do HSC. E tanto carinho e amor favorecem a recuperação dos pacientes. Sempre atento ao que eles precisam de alimentação especial, o SND faz questão de preparar a alimentação individual respeitando as peculiaridades das patologias baseando na aceitação individual, crenças e culturas.

De acordo com a nutricionista Rose Rocha, a alimentação hospitalar é fundamental na recuperação do paciente. “Ter uma alimentação saudável e individualizada é essencial para garantir todos os nutrientes que o corpo precisa. Além de fortalecer o sistema imunológico, refeições com nutrientes adequados e equilibrados aceleram a recuperação.”

Para isso, a equipe de nutrição clínica vem desenvolvendo um papel fundamental trabalhando de forma humanizada, ressaltando a importância da empatia, respeito e bom acolhimento para auxiliar o bem-estar do paciente durante o tempo de internação.

“Temos todo o carinho nas montagens dos pratos. Procuramos desenvolver pratos coloridos, diversificados e prazerosos. Trabalhamos, além do sabor, na aparência e nas sensações de bem-estar que o alimento traz, acompanhando a aceitação diária dos pacientes”, completou Rose.

NUTRIÇÃO ADEQUADA

A paciente Aline Tatiane Toneto Inocêncio, contou que seu cardápio foi preparado em conjunto para adequar às suas necessidades. “Fui muito bem atendida pelo serviço. Durante os quatros dias de internação, as nutricionistas conversavam comigo diariamente e perguntavam se a dieta estava de acordo e se eu tinha alguma preferência. Sou celíaca e também tenho intolerância a lactose e por isso, preciso de uma dieta restrita”, falou.